Mais segurança e asfalto
Alguns habitantes da localidade do Pinheirinho, em Pombal, encontram-se preocupados pelo facto da estrada principal que percorre a aldeia, “ser um convite a por pé no acelerador” e ainda devido à falta de visibilidade. Nos últimos anos, já morreram duas pessoas e já se registaram dezenas de acidentes.Joaquim Gomes, um dos moradores que convive mais de perto com esta situação, alerta para o facto de, na sua opinião, “passarem nesta estrada automobilistas a velocidades muito para além do que a lei permite”. Para este morador, o que deveria ser feito era “a colocação de umas lombas ou semáforos”.António Simões, presidente da Associação local, falou também ao nosso jornal, considerando que “alguma coisa tem de ser feita na estrada principal e também na estrada secundária da aldeia, que liga o Pinheirinho ao Alto dos Crespos, e que se encontra em más condições devido às constantes passagens de veículos pesados”, refere. Na localidade mais próxima, Motes, também da freguesia de Pombal, alguns moradores, estão descontentes, pelo facto de uma parte da aldeia não ter estrada alcatroada. Estêvão Silva, habitante naquela localidade, recorda que “na altura em que alcatroaram a estrada, a parte de baixo da aldeia não teve a mesma sorte, porque não tinham ainda água da rede. Mas, quando foi colocada, a situação não mudou, o que é injusto”, salienta. Já António Ramos refere que “já nos foi prometido várias vezes, que a estrada iria ser alcatroada e até agora nada. Os anos passam e a situação mantém-se”, realça.O ECO ouviu ainda Jorge Rodrigues, que não é habitante do lugar, mas está solidário com as pessoas afectadas. Jorge Rodrigues manifestou a sua estranheza devido ao facto de “a Junta de freguesia de Pombal alcatroar alguns caminhos, e não fazer o mesmo em povoações. Eu não consigo perceber, como é possível uma situação destas, dado que colocam alcatrão em caminhos onde não existem casas, e numa povoação, onde existem habitantes, não o fazem”, conclui.